Anvisa divulga nota sobre segurança dos medicamentos genéricos no País

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De acordo com agência, laboratório contratado pelo programa Fantástico não está habilitado para realizar testes de efeito de análise fiscal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou nesta segunda-feira (30) a segurança dos medicamentos genéricos produzidos no Brasil. Em nota, o órgão fiscalizador trouxe esclarecimentos sobre a matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo, no último domingo (29).

Na reportagem, foram avaliados 15 remédios genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila. De acordo com a Anvisa, o Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do programa de televisão para os estudos, nunca foi habilitado pela agência para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal.

Este tipo de avaliação, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Anvisa. Isso garante a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim.

Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.

Segundo a Anvisa, o CEDAFAR é habilitado, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento.

Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro.

O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela entidade em duas ocasiões, a última delas no período de 12 de setembro de 2015 até 3 de fevereiro de 2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes.

Confira a nota na íntegra.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Anvisa.

 

 

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Batata frita pode ser melhor para a saúde que a cozida

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Estudo espanhol aponta que propriedades do vegetal, quando frito no azeite extra virgem, aumentam

Granada, Espanha. Nos últimos dias, uma notícia que está circulando na internet vem trazendo alegria para quem gosta de frituras. Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, descobriu que vegetais fritos podem trazer mais vantagens para a saúde do que quando são cozidos. Isso, desde que a fritura seja feita em azeite extra virgem.

A descoberta foi feita quando a universidade espanhola realizava estudos sobre a famosa dieta mediterrânea, baseada especialmente em vegetais e azeite, e que já foi associada à prevenção de doenças degenerativas por conter substâncias antioxidantes.

Vegetais crus como batata, abóbora e tomate são cheios de fenóis, um grupo de antioxidantes. Os pesquisadores se perguntaram se essas substâncias se perdiam conforme o processo de cozimento.

A novidade foi que quando os vegetais foram feitos usando azeite extra virgem, que também é rico em fenóis, esses compostos foram transferidos para a refeição. Assim, a quantidade de antioxidantes aumentou.

Com a fritura, as gorduras e as calorias dos ingredientes também aumentaram, mas os pesquisadores acreditam que os resultados podem inverter a lógica de que toda a fritura é ruim. Sendo assim, os alimentos fritos em azeite extra virgem demonstraram potencial maior para prevenir diabetes, câncer e outras doenças degenerativas.

Por outro lado, pesquisas anteriores apontam que o aquecimento pode não ser favorável ao azeite extra virgem.

O azeite tem mais antioxidantes do que outros tipos de óleo e também contém componentes bioativos, que podem ajudar a combater o câncer e outras doenças. No entanto, segundo pesquisadores da Universidade de Porto, em Portugal, quando os óleos são aquecidos, eles perdem a qualidade, tendo seus compostos fenólicos reduzidos.

A indicação, então, seria evitar o aquecimento superior a 180ºC.

Como o osso quebrado se regenera?

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Conheça as etapas de reparação do tecido ósseo após uma fratura

  1. Soa o alarme
    Quando o osso quebra, ocorre um vazamento de sangue tanto dessa peça do esqueleto como do tecido ao redor, formando um hematoma. Esse sangue traz substâncias inflamatórias que estimulam as células que trabalharão na regeneração óssea.
  2. Limpeza da área
    O suprimento de sangue aumenta, permitindo que as células mortas da região sejam absorvidas. O organismo passa a produzir um tecido cartilaginoso no ponto da fratura para cicatrizá-la – é o calo mole.
  3. Vai que cola
    O tecido cartilaginoso é preenchido por cálcio e fosfato e endurece. Eis a fase do calo duro. Embora ele já proporcione estabilidade, não tem a mesma resistência do osso íntegro. Uma saliência pode aparecer bem naquela região.
  4. Novo em folha
    Aos poucos, o organismo remodela o osso imaturo, fortificando-o. As saliências desaparecem e a estrutura volta a ter praticamente o mesmo formato de antes, com a medula óssea já formada lá dentro.

Socorro ósseo

Gesso
É indicado para as fraturas simples, quando as partes quebradas continuam alinhadas. Nos membros inferiores, pode ser substituído por uma bota imobilizadora.

Cirurgia
O bisturi é a melhor opção se a fratura for exposta, se as partes fraturadas estiverem desalinhadas ou nos casos que demoram tempo demais para o osso consolidar.

Fixador externo
É empregado geralmente quando o osso partiu-se em vários pedaços. Os pinos presos a uma estrutura externa ajudam a estabilizá-lo e a grudar mais facilmente.

O papel da fisioterapia

Fortalece a musculatura da região, que fica mais fragilizada durante esse período.
Ajuda a reabilitar as articulações e a capacidade funcional dos membros acometidos.
Se a fratura ocorreu nas pernas ou nos pés, treina a marcha para restabelecer a locomoção.
Tendões e ligamentos

Eles também podem se romper ou lesionar numa pancada ou torção

Tendões
São eles que conectam os músculos aos ossos. Ao ser danificados, passam por uma inflamação e remodelação. Às vezes, é preciso reconstituí-los via cirurgia.

Ligamentos
Eles unem osso com osso. São parecidos com os tendões na sua composição. A regeneração envolve a formação de novas fibras. Rupturas podem cobrar cirurgia.

Fonte: Marcos Leonhardt, ortopedista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Mário Lenza, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Sérgio Costa, ortopedista do Hospital São Luiz (SP)

Este conteúdo foi originalmente publicado em portal Saúde.

Mais de 16 mil cancelaram plano de saúde e migraram para o SUS em MT

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Em Mato Grosso, mais de 16 mil beneficiários cancelaram planos de saúde e migraram para o atendimento público através do Sistema Único de Saúde (SUS). O levantamento foi feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e leva em conta os cancelamentos feito entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016. No Brasil, os planos de saúde perderam cerca de 1,4 milhão de beneficiários.

Até dezembro do ano passado, 521.190 mil pessoas eram beneficiárias de alguma operadora no estado. Em contraponto, em dezembro de 2015, 537.221 pessoas possuíam plano de saúde.
Ao todo, 16.031 pessoas cancelaram os planos de saúde, o que representa uma queda de 3%.
A maior perda registrada pela instituição ocorreu entre o mês de novembro e dezembro de 2016. Neste período, foram cancelados 8.256 planos.

O movimento é reflexo da crise econômica brasileira, que levou o PIB nacional a dois anos de retração consecutiva. Nesse cenário econômico, o desemprego aumentou, superando a casa de 12 milhões de pessoas procurando trabalho. Em 2016, o Brasil fechou 1,32 milhão de empregos formais.
Muitas dos desempregados perderam o plano de saúde corporativo e entram na lista de pessoas que deixaram de ser beneficiárias de planos de saúde privados.

 

 

Brasil vive maior surto de febre amarela em 14 anos

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O Brasil vive o maior surto de febre amarela em 14 anos. Até terça-feira (24), foram confirmados 70 casos da doença, com 40 mortes. Desse total, 21 são de pacientes que apresentaram os primeiros sintomas em meados de dezembro. O maior número de casos até então havia sido em 2003, quando foram confirmados 64 pacientes com febre amarela. Há ainda no país outros 364 casos em investigação, incluindo 49 óbitos.

Além do aumento expressivo do número de casos, a doença atinge um número maior de Estados e municípios neste ano. Em 2003, com o surto em Minas, os casos se espalharam por menos de 20 municípios do Estado.

Agora, pelo menos 40 cidades apresentam registros de pacientes com suspeita da infecção. Há notificações também em Espírito Santo, Bahia e São Paulo. No total, 60 cidades do país já relataram casos suspeitos.

“Não há dúvidas de que os casos vêm em maior número e atingem uma área maior”, afirma o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz, André Siqueira. Para ele, não há um fator único que explique a expansão.

Entre as causas estariam maior circulação do vírus, desmatamento e mudanças do clima que favorecem a proliferação dos mosquitos transmissores da forma silvestre da doença.

Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, na terça-feira, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que o governo também analisa a tese de que o surto em Minas pode estar relacionado à tragédia do rompimento da barragem em Mariana, que afetou o equilíbrio ecológico do Rio Doce em 2015. “Isso é uma tese que está sendo desenvolvida e nós estamos aguardando eventual confirmação.”

Ação tardia

Siqueira não descarta a possibilidade de que medidas de contenção tenham sido feitas de forma tardia. “Desde o fim do ano passado há registros de morte de macacos, um indício de que o vírus da febre amarela poderia estar circulando de forma mais intensa”, disse Siqueira. Para ele, com as notificações, seria necessário intensificar a vacinação da população suscetível.

O subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas, Rodrigo Said, garante, porém, que medidas foram adotadas rapidamente.

“Os registros de casos em humanos começaram na primeira semana de janeiro. Providenciamos imediatamente vacinação de bloqueio.”

De acordo com ele, não foram identificadas com antecedência mortes de animais. “Começaram a ser notadas simultaneamente aos registros de casos suspeitos na população.”

Siqueira avalia que óbitos provocados pela doença poderiam ter sido evitados. “Os casos aconteceram, em sua maioria, em áreas consideradas de risco. Por que a população não estava vacinada?”

Para o pesquisador, o argumento de que o país vive ciclo de aumento de casos da doença a cada 7 ou 10 anos não é suficiente para explicar os casos. “Isso é um atestado de incapacidade de autoridades de saúde.

Existe uma vacina contra a doença, uma vacina eficaz. Se há maior risco a cada ciclo de 7, 10 anos, por que medidas não são adotadas?” Ele defende, por exemplo, que campanhas periódicas sejam feitas, sobretudo em áreas de risco.

O professor da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Tauil, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo considerar necessária, passado esse período de aumento expressivo de casos, uma discussão mais aprofundada sobre a forma como a vacina é ofertada para a população. Uma das possibilidades que precisam ser discutidas, disse, é incluir o imunizante na rotina de imunização.

Na terça-feira, 24, o ministro Barros ressaltou que “o Brasil tem capacidade técnica, de assistência, pessoal, infraestrutura e de vacinas, para bloquear esse surto”. “Agora, depende efetivamente de as pessoas irem à vacinação e de técnicos agirem corretamente quando surge cada caso.”

Barros declarou que a pasta não trabalha com a hipótese de o surto se alastrar para as áreas urbanas. “Mas, evidentemente, se a pessoa pega a doença na mata e vem para a cidade, pode transmitir. O fato concreto é que temos controle máximo dos casos para evitar que isso aconteça”, ressaltou, considerando a possibilidade de retomada da transmissão por meio do Aedes aegypti.

Imunização

A imunização em Minas é considerada baixa. Cerca de 50% da população está vacinada contra febre amarela.

Em São Paulo, onde também há casos (veja ao lado), o índice chega a 80%. O coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, o infectologista Marcos Boulos, no entanto, afirma ser necessário atingir a marca de 95% em áreas consideradas de risco. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

As doenças do cigarro

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Todos sabem que fumar não faz bem para saúde. O cigarro possui quase cinco mil substâncias tóxicas, dessas, 60 são cancerígenas.  A mais conhecida entre essas substâncias é a nicotina, que está entre as que mais fazem mal ao organismo, além de ser a principal responsável pelo vício. Por se tratar de uma droga lícita, as pessoas conseguem comprar cigarros e fumar em diversos ambientes sem maiores problemas.

Segundo estudo divulgado, no último dia 10 de janeiro, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. O número de mortes relacionadas ao tabaco deve saltar de 6 para 8 milhões até 2030, desse total, estima-se que 80% ocorram em países de baixa e média renda. Ainda segundo a pesquisa o número total de fumantes em todo o mundo vem aumentando.  Para o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, o grande problema é que nem todos nem todos sabem que o cigarro pode desenvolver mais de 50 tipos de doenças no fumante e até mesmo nos não fumantes, mas que aspiram a fumaça.

“Quando o cigarro é tragado, a mucosa nasal fica irritada e as cordas vocais se dilatam. A voz fica rouca, os batimentos cardíacos aumentam assim como a pressão arterial e a frequência respiratória, a digestão fica mais dificultada e ocorre um aumento na vasoconstrição. Tudo isso possibilita o desenvolvimento de diversas complicações”, explica o especialista.

Ainda segundo o médico, existem vários tipos de doenças, além do câncer, que podem ser causadas ou agravadas pelo cigarro, trazendo problemas para os mais variados sistemas do corpo humano.

Sistema nervoso: a nicotina atinge o cérebro e vicia, causando, além da dependência, degeneração muscular, catarata e deficiência visual. O consumo frequente de cigarro também enfraquece o olfato e o paladar;

Sistema respiratório: as substâncias do cigarro, quando inaladas, danificam os pulmões, que com o passar do tempo perdem a sua capacidade de filtro. Isso faz com que os fumantes desenvolvam doenças como o enfisema, a bronquite crônica e a mais séria de todas: o câncer de pulmão;

Sistema cardiovascular: a nicotina causa a constrição dos vasos sanguíneos e aumento na pressão arterial, aumentando o risco da formação de coágulos sanguíneos e abrindo espaço para o acidente vascular cerebral. E isso vale não apenas para os fumantes de longa data, mas também para os passivos;

Sistema digestivo: o cigarro, quando tragado, também pode gerar diversos problemas na boca, como a gengivite e a periodontite. Essas complicações levam ao mau-hálito, às caries e até mesmo a perde de dentes. Além disso, os fumantes têm mais chances de desenvolver câncer de boca, garganta, laringe, esôfago, renal e pancreático.

Especialistas orientam sobre prevenção contra febre amarela

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Especialistas do Ministério da Saúde (MS) e da Fundação Oswaldo Cruz seguem acompanhando a investigação de casos suspeitos de febre amarela silvestre em Minas Gerais. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) na sexta-feira (13/1), existem 20 casos prováveis de febre amarela silvestre, com dez óbitos prováveis. Ao todo, são 133 casos suspeitos notificados e 38 mortes suspeitas da doença em 24 municípios.

Doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquito, a febre amarela não é registrada em centros urbanos do Brasil desde a década de 1940. Os casos em investigação em Minas Gerais se referem à febre amarela silvestre, presente em regiões silvestres, rurais ou de mata no país. A febre amarela silvestre e a febre amarela urbana são causadas pelo mesmo vírus, mas são transmitidas por diferentes mosquitos.

“Apesar de a área acometida ser considerada área de potencial transmissão de febre amarela, sem ter havido expansão até o momento para novas áreas, o número de casos observados é acima do esperado, levando a maior preocupação”, afirma o médico infectologista André Siqueira, integrante da equipe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doenças Febris Agudas do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). “Uma conjunção de fatores pode estar associada ao aumento de casos de febre amarela, todos relacionados a certa elevação da quantidade de vírus da febre amarela circulante em determinada região, valendo destacar: um aumento da população suscetível (não imune) tanto de humanos quanto de macacos; maior proximidade entre macacos, mosquitos e humanos que podem se dever a fatores ambientais, climáticos e/ou demográficos; e baixa cobertura vacinal”, explica.

Segundo o pesquisador, a diferente classificação de febre amarela urbana e silvestre diz respeito ao ambiente ou contexto onde a transmissão ocorre. Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e tem os macacos como os principais hospedeiros. A contaminação de seres humanos ocorre quando uma pessoa não vacinada é picada por um mosquito contaminado pelo vírus. Na febre amarela urbana, o vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti ao homem. Especialistas reforçam que o vírus nunca é transmitido de ser humano para ser humano.

Restrita a algumas regiões do Brasil, a febre amarela tem como sintomas iniciais febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana.

De acordo com especialistas, não há tratamento específico para a febre amarela. A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra a doença, além do controle do vetor. Produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), a imunização é oferecida gratuitamente no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A prevenção contra a febre amarela se dá pela proteção contra a picada de mosquitos com o uso de repelentes e roupas protetoras e com o uso da vacina. A vacina é altamente eficaz e segura nos grupos indicados, conferindo, segundo orientação da OMS, proteção duradoura com uma única dose (o Brasil, no entanto, opta por recomendar e oferecer ao menos uma dose de reforço após 10 anos da primeira)”, esclarece André. “A grande vantagem da vacina é que mesmo que a pessoa receba a picada (já que pode haver dificuldades na cobertura de toda a superfície corporal com repelentes ou reaplica-lo nos intervalos necessários), ela está imunizada. Vale lembrar que crianças abaixo de 6 meses, gestantes e idosos acima de 65 anos, bem como indivíduos em tratamento ou com condições que levem a depressão da imunidade, não devem tomar a vacina ao menos que haja recomendação explícita do médico”, destaca.

Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina. Quem vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata deve se vacinar contra a febre amarela com pelo menos dez dias de antecedência. Para residentes em áreas de risco, o Ministério da Saúde recomenda, para crianças, a administração de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Para pessoas a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina, é necessário um reforço; para quem que nunca foi vacinado ou não possui comprovante de vacinação, é preciso administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos. Pessoas que já receberam duas doses da vacina ao longo da vida já são consideradas protegidas.

Fiocruz no combate da febre amarela

Além de ser reconhecida internacionalmente como fabricante de vacina antiamarílica, a Fundação Oswaldo Cruz também cumpre papel importante na prevenção, monitoramento e controle da situação, com apoio à vigilância epidemiológica realizada por estados e municípios. A Fiocruz colabora de forma estreita com o MS com a formação de pessoal, desenvolvimento de tecnologias e produção de conhecimento científico no aprimoramento da detecção precoce de cenários de vulnerabilidade e de situações de risco para a tomada de decisão voltadas à proteção da população contra a febre amarela. Os ciclos de ocorrência de febre amarela silvestre, que implicam na participação de espécies de macacos na circulação do vírus, tem apresentado o desafio do desenvolvimento de modelos de vigilância e sistemas de alerta voltados ao monitoramento continuado do comportamento da saúde dos macacos nas regiões endêmicas.

A Fundação realiza pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação relacionados à biologia molecular do vírus e ainda atua como centro de referência no esclarecimento de casos suspeitos de febre amarela. A Fiocruz também efetua análises laboratoriais em toda a cadeia completa de diagnóstico da doença (sorologia IgM e IgG; PCR; isolamento viral e estudo de genotipagem; imunofluorescência e imunohistoquímica). A instituição trabalha ainda diretamente com o MS e o SUS no desenvolvimento de protocolos de diagnóstico e do manejo clínico de pessoas suspeitas de terem contraído a febre amarela, sendo centro de referência para este fim em suas unidades assistenciais.

Em entomologia, o prestígio obtido por Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e Artur Neiva nas campanhas contra malária, febre amarela e a peste bubônica, no início do século 20, permitiu a criação de condições para o estabelecimento de um centro de entomologia com projeção no cenário mundial pelos descobrimentos em vários campos. Hoje, o Departamento de Entomologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) conta com uma das maiores coleções entomológicas da América Latina, com mais de um milhão e 200 mil exemplares no seu acervo, localizado no Castelo Mourisco. Entre as principais linhas de investigação destacam-se os estudos sobre taxionomia, sistemática, biologia, ecologia e potencialidade vetora de diversos mosquitos, incluindo aqueles transmissores da febre amarela.

Agencia Fiocruz